“Sentia que o tempo passava, como passa um passarinho no amanhecer do dia, ou ainda um ônibus que perdemos depois de uma longa espera. Reconhecia também que precisava me libertar de algumas coisas. Me livrar das palavras não ditas por medo ou monotonia, das interjeições incompletas feitas com ar de timidez, da preguiça das pessoas que me impedia de conhecê-las melhor, e da própria necessidade de mudar sem me mover, querendo que isso aja por ação das horas.”







